Foto da Colunista Elivania Santos
Coluna Mensal

Imagem e Conexão no Secretariado

Imagem Pessoal, Conexão Corporativa e Posicionamento voltados para o Secretariado

Dedicada à imagem profissional no Secretariado Executivo, esta coluna explora a relação entre comportamento e posicionamento no Secretariado Executivo, mostrando como o ato de vestir comunica autoridade e intenção. O objetivo é orientar a leitura de ambientes no cenário corporativo.

Artigo em Destaque

O que a sua imagem Profissional Comunica?

Na profissão de Secretariado, a forma como você se veste importa. Afinal, o vestuário comunica quem você é: trata-se de uma forma de expressão que revela pertencimento.

No ambiente corporativo, muitas vezes pecamos por estar em desacordo com o espaço. Isso acontece, em geral, por falta de atenção ao que está em jogo ao nosso redor ou por não sabermos "ler" o ambiente. Como somos seres extremamente visuais, criamos vínculos imediatos com a imagem, cientistas sugerem que levamos menos de um segundo para formar uma primeira impressão. Por isso, é preciso considerar qual estilo de vestimenta criará a melhor conexão com quem você vai se comunicar.

O ponto de partida deve ser sempre o ambiente e o impacto que você deseja causar. É necessário ser uma pessoa interessante, além de elegante. Hoje, a aparência deixou de ser vista como mera vaidade e passou a integrar o conjunto de habilidades essenciais no mercado. A imagem pessoal é um dos caminhos mais rápidos e impactantes para comunicar autoridade e posicionamento.

O que a sua imagem diz sobre você?

Você já se sentiu desconfortável em algum lugar por causa da sua roupa? Ou já julgou alguém por achar que o traje não condizia com a ocasião?

A maneira como nos vestimos exerce influência direta sobre o nosso estado mental e emocional. É comum relacionarmos o bem-estar de alguém à sua apresentação pessoal, assim como é natural nos sentirmos inseguros quando achamos que não estamos transmitindo uma boa imagem.

A ciência explica esse fenômeno: quando estamos confortáveis com o que transmitimos, temos muito mais segurança para falar e expor nossas ideias. Em 2012, os pesquisadores Hajo Adam e Adam D. Galinsky cunharam o termo “Cognição Vestida” (Enclothed Cognition), teoria que afirma que as roupas impactam diretamente os processos cognitivos, as emoções e as atitudes de quem as veste. Esse conceito integra um conjunto de estudos psicológicos que provam que a mente não funciona isoladamente do corpo.

“A roupa influencia a maneira como o corpo se movimenta, a mente reage e a autoestima se constrói.”

É neste contexto que surge a psicologia da moda, um campo que investiga como o vestuário molda emoções, percepções e comportamentos. Estudos da Association for Psychological Science revelam que fatores como postura, roupas e expressões faciais representam até 55% da percepção inicial que os outros têm de nós. Ou seja: mais da metade da nossa comunicação vem da aparência e da linguagem não verbal, enquanto apenas 7% está concentrada nas palavras ditas.

A evolução do vestir no novo corporativo

Atualmente, com o excesso de informação e tendências, fica fácil cair em "armadilhas". Com a flexibilização do trabalho e a transição do home office de volta ao presencial, o conceito de vestimenta mudou. Hoje, prezamos muito mais pelo conforto e pela liberdade de escolha, o que torna a decisão diária um desafio ainda maior.

Durante décadas, o mundo corporativo adotou uma espécie de "uniforme", baseado no tradicional terno ou conjunto formal. Tudo seguia um padrão rígido. Hoje, torna-se indispensável saber fazer a leitura analítica de cada ambiente. Quando alinhada aos objetivos profissionais, a imagem pessoal torna-se uma poderosa aliada na construção de carreiras e reputações sólidas.

Sua roupa não comunica apenas estilo, mas também contexto, cuidado e o respeito que você teve ao se preparar para aquela ocasião. Moda envolve autocuidado, olhar treinado e abertura para o novo. Seja o seu estilo mais formal ou casual, a moda existe para todas e todos. Use a sua imagem a seu favor!

Como pontua o consultor de imagem Alexandre Taleb: “A gente julga pelo nosso estilo pessoal” — afinal, sempre olhamos o outro a partir das lentes do que vestimos.